Especialista em neuroendocrinologia, Lúcio Vilar, fala sobre as principais patologias da área.

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LUCIO VILAR

Uma glândula tão pequenina, pesando cerca de 1g, é a responsável por produzir hormônios que controlam várias outras glândulas, também produtoras de hormônios, como a tireóide, as suprarrenais e as gônadas (ovários e testículos), como também pela produção de hormônio de crescimento (GH) e de prolactina, um hormônio implicado na produção do leite. Estamos falando, é claro, da hipófise.

De acordo com o especialista em neuroendocrinologia, Lúcio Vilar, as doenças da hipófise frequentemente comprometem as glândulas dela dependentes. “Estes distúrbios podem ser de redução de sua função (hipopituitarismo), ou de aumento da função. Estas doenças podem ser de origem tumoral, inflamatória, traumática, ou mesmo genética”, pontua o especialista.

Além de provocarem deficiências hormonais, que prejudicam a função das demais glândulas controladas pela hipófise, o problema também pode levar a produção excessiva de hormônios. As doenças mais frequentes associadas a problemas na glândula, também responsável por regular o hormônio do crescimento (GH), na fase infantil e adolescente são, nanismo e gigantismo. Já na fase adulta, acomete o surgimento da acromegalia, com o aumento das extremidades do corpo, como mãos e pés. “Caso esse grupo não seja tratado devidamente, devido principalmente a problemas cardíacos, respiratórios, intestinais e diabetes, se torna iminente o risco de morte para o portador da doença. Nesse caso, o tratamento, quase sempre é cirúrgico”, comenta Vilar, que pontua afirmando que algumas drogas são também bastante eficazes no tratamento.

Fazem parte desse rol de patologias associadas à disfunção na hipófise, a Doença de Cushing e as prolactinomas. A primeira caracterizada por obesidade central, isto é, que atinge mais o tronco do que os membros, face redonda como se fosse uma “lua cheia”, estrias avermelhadas na pele principalmente no abdome, pressão alta e diabetes. “Acontece quando o problema na hipófise atinge os hormônios produtores de cortisona”, esclarece o endocrinologista. Já as prolactinomas, são os tumores hipofisários mais comuns e produzem excesso de prolactina. Nas mulheres normais a prolactina estimula a produção do leite materno, mas seu excesso causa distúrbios menstruais, galactorréia (saída de leite dos mamilos fora do período da amamentação) e disfunção sexual, a qual pode ocorrer inclusive no homem. “Seu tratamento geralmente se faz com muito sucesso através de terapia combinada de medicamentos”, finaliza o médico.

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