Empaglifozina revoluciona tratamento da diabetes

Em simpósio satélite realizado no começo da tarde deste segundo dia do Endorecife, os médicos e professores Ruy Lyra e Adriana Forti levaram para o público presente os mais animadores estudos relacionados ao uso de um novo fármaco que esta revolucionando o mercado – a empaglifozina. Diferente de outras drogas utilizadas para o tratamento do diabetes tipo 2, ela tem demonstrado redução no risco cardíaco associado ao controle glicêmico.

Os palestrantes trouxeram para o momento uma análise profunda do estudo publicado no New England Journal of Medicine, que demonstrou que o grupo de pessoas que utilizou a substancia apresentou considerável redução no número de eventos cardiovasculares, reduzindo a mortalidade cardiovascular em quase 40% além da redução de acidentes vasculares cerebrais.

A empaglifozina é um inibidor do cotransportador de sódio e glicose e atua diminuindo a reabsorção de glicose no rim, fazendo com que mais glicose seja eliminada na urina. Consequentemente, leva à diminuição da glicose no sangue. Além disso, há evidência que a medicação age também promovendo diminuição da pressão arterial e aumentando o HDL, que é a lipoproteína que transporta o colesterol para o fígado a fim de ser metabolizado.

Segundo os profissionais, o único efeito adverso associado ao uso do fármaco é um aumento na incidência de infecções genitais. “Este efeito foi apontado no estudo. Na minha prática clinica, porém, nenhum dos pacientes que utilizaram a substância apresentaram essa reação adversa relatada”, esclareceu Lyra durante a palestra.

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