Novas drogas e tecnologia ajudam no tratamento da Acromegalia

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A Acromegalia é uma doença causada pelo aumento na produção do hormônio do crescimento (GH e IGF-1), e quando ocorre na infância, é também chamada de gigantismo. Na maioria dos casos, está associada a  um tumor benigno  na hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro que é responsável pela secreção desses hormônios. O assunto foi amplamente discutido, nesta sexta-feira (28/06), durante o EndoRecife 2013, que acontece, em Muro Alto, no litoral Sul do Estado.

Na ocasião, especialistas expuseram avanços no diagnóstico e no tratamento da síndrome, incluindo a descoberta de novas drogas e combinações eficazes. A americana Maria Fleseriu palestrou sobre o papel do tratamento medicamentoso. De acordo com a especialista, em muitos casos, mesmo sendo a primeira alternativa de tratamento, a intervenção cirúrgica não é suficiente para tratar a Acromegalia, sendo necessária a terapia com medicamentos.

Atualmente, o SRL é a substância mais utilizada, por ser um inibidor do hormônio do crescimento. Estudos recentes mostram que certas combinações com SRL e outras substâncias como o  PEG, podem fazer um efeito maior em pacientes que não apresentavam resposta ao tratamento. Maria também mostrou que novas drogas vem sendo descobertas com resultados positivos. “Claramente, o tratamento ideal é uma combinação de mais de um método”, finalizou.

Estudos apontam que o diagnóstico precoce e os avanços no combate a síndrome foram responsáveis por uma diminuição da taxa de mortalidade por Acromegalia. Ainda durante o encontro, a endocrinologista paulista Nina Musolino apresentou dados que evidenciam a diminuição nos custos do tratamento em  pacientes que se submeteram apenas a cirurgia, isso tudo em relação àqueles que tomam medicamentos durante um longo período.

De acordo com ela, os principais avanços no tratamento da Acromegalia vêm a partir de estudos com novas drogas que podem vir a ser utilizadas, além da descoberta de fatores que podem prever a resposta de um paciente à cirurgia. Ainda neste encontro foi apresentado um software que descobre a doença em sua fase inicial. O recurso é utilizado em casos leves analisando as diferenças na geometria da face.

A maior dificuldade do tratamento está no atraso do diagnóstico. A especialista Luciana Naves, ressaltou que há normalmente um atraso de 7 a 10 anos no diagnóstico da doença, prejudicando o tratamento. “A falta de acesso aos médicos, a imperícia de alguns clínicos e a dificuldade de acesso aos exames são os principais fatores que atrasam o diagnóstico”, afirmou Naves, que veio de Brasília para participar da 16ª edição do congresso.

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