Excesso de corticóide pode causar Síndrome de Cushing

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Síndrome de Cushing
Observada na Síndrome de Cushing, aparecendo em cerca de 70% dos pacientes, decorre do afilamento da epiderme e tecido conectivo subepidérmico, com visualização da vascularização da derme.

Um caso para cada 500 mil pessoas. Essa é a proporção da Síndrome de Cushing, uma desordem endócrina causada por níveis elevados de uma classe de hormônios denominada de glicocorticóides. Esses hormônios podem ser produzidos pelo corpo em excesso ou adquiridos pelo uso de medicamentos, neste caso o corticóide. O assunto foi tema da conferência do endocrinologista Lúcio Vilar durante conferência realizada nesta quinta-feira (27), no EndoRecife 2013. O encontro de endocrinologistas segue até este sábado, em Muro Alto, no litoral Sul de Pernambuco.

Lúcio Vilar explicou que a forma exógena, ou seja, quando o paciente adquire a síndrome pelo uso de medicamentos, é a mais comum. Entre os sintomas estão a obesidade, diabetes, hipertensão, fraqueza muscular, distúrbios menstruais, disfunção erétil e osteoporose. Já a forma endógena, produzida pelo próprio corpo, pode resultar de tumor hipofisário secretor do hormônio ACTH (forma mais comum), tumor da glândula adrenal secretor de cortisol ou, mais raramente, tumor não-hipofisário secretor de ACTH.

O endocrinologista destacou que entre as dificuldades no diagnóstico da síndrome estão a interferência de medicamentos e os resultados falso-negativos e falso-positivos. “Os hormônios provocam divergências no diagnóstico. Por isso, é preciso observar todos os sintomas do paciente”, esclareceu. Sobre o tratamento, o endocrinologista explica que a opção é, na maioria dos casos, cirúrgica. “Quando o paciente produz o hormônio em excesso é necessária uma intervenção cirúrgica, pois esse tipo da doença pode formar um tumor”, explicou.

VITAMINA D – Na sala ao lado, o pernambucano Francisco Bandeira falou sobre os benefícios da Vitamina D, que é comumente conhecida por fortalecer os ossos, pois promove a absorção de cálcio. Podemos abastecer o nosso organismo de vitamina D através da alimentação (fígado, ovos, salmão, arenque, cavala, sardinha, shiitake, óleos de peixe, leite e seus derivados), através de suplementos de vitamina D (contidos em alguns alimentos como leite, soja, sucos, cereais) e principalmente através da exposição ao sol, pois, os raios ultravioleta B, abundantes até às 10 horas da manhã e após às 16 horas, penetram na pele formando a vitamina D3.

“O intrigante é ter um país ensolarado como o Brasil e a população ainda ter problemas dessa natureza”, frisou o palestrante. Uma das respostas está no fototipo de pele do brasileiro, que não responde favoravelmente para a absorção durante exposição solar. A deficiência de vitamina D pode ser “silenciosa”, ou seja, não produzir sintomas. Bandeira assinalou que a deficiência desse hormônio pode causar uma série de problemas em pessoas adultas, entre eles a osteoporose e um distúrbio de mineralização dos ossos denominado osteomalácia.

Já as crianças podem desenvolver o raquitismo, que pode causar atraso no fechamento das moleiras e alterações ósseas que incluem pernas tortas e “nódulos ósseos” nas costelas. A hipovitaminose D (carência de vitamina D) pode também causar dor óssea localizada ou generalizada, além de fraqueza muscular, dificuldades para caminhar e aumento do número de quedas e fraturas.

Além de compensar com uma boa alimentação e periódicas exposições ao sol, em alguns casos, o paciente também pode receber uma dose extra da Vitamina D. Tudo com prescrição médica. Estudo recente mostrou uma melhoria no controle metabólico de pacientes com deficiência de vitamina D que receberam incluíram yogurt na sua dieta alimentar. “É possível que o uso da Vitamina D com laticínios tenha um efeito adicional nos pacientes”, afirmou o especialista Francisco Bandeira. O palestrante afirmou que a vitamina também traz benefícios para gestantes, diabéticos e HIV positivos, atuando no sistema imunológico e no sistema cardiovascular.

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