Cresce o número de crianças e adolescentes com Diabetes Tipo 2

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Endo Recife 2011 (Foto Fábio Pereira/ Divulgação)

Outro assunto debatido no primeiro dia do ENDO RECIFE 2011 foi “Diabetes tipo 2 na infância e adolescência”, pelo presidente da SBEM Nacional, Airton Golbert. Ele revelou que a maioria das vítimas da doença nessa faixa etária tem familiares com Diabetes e é obesa. Segundo dados do IBGE, 48% dos adolescentes apresentam excesso de peso e 15% são obesos no Brasil.

Os dados registram que aos 12 anos começam a aparecer os primeiros sintomas da doença e, ainda segundo o médico, a idade para o surgimento da doença está diminuindo a cada dia. “O estilo de vida atual das crianças que vivem na frente de computadores e video-games, além da alimentação de fast foods e a vida sedentária influenciam no aparecimento do Diabetes”, esclarece. As recomendações dos médicos são na mudança do estilo de vida, educação, dieta, exercício e monitoramento da doença.

Airton Golbert alerta também que a maioria dos médicos ao atestarem as mortes não coloca o Diabetes como causa da morte. Segundo ele, entre 70% a 80% dos diabéticos morrem por doenças cardiovasculares, que podem estar associadas à doença.

DIABETES E DEPRESSÃO – O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, falou sobre o Diabetes em pacientes psiquiátricos. Segundo ele, atualmente no mundo há 18 bilhões de pessoas com doenças psicóticas, sendo uma incidência maior a depressão em pacientes diabéticos. Para Cavalcanti, os pacientes psicóticos têm mais possibilidade a desenvolver o Diabetes, devido a fatores orgânicos, à genética, drogas psicóticas e fatores ambientais, como o sedentarismo e pouca vaidade.

Saulo Cavalcanti aconselha que os médicos avaliem seus pacientes não só pelos fatores psicológicos na primeira consulta, mas também por outros fatores, como sobrepeso, ligados ao Diabetes. Caso sejam notados aspectos que levem à desconfiança da doença, estes pacientes seriam logo encaminhados aos especialistas e se descobriria rapidamente os casos da doença.

O primeiro dia do encontro contou também com a conferência “Resistência à insulina como um defeito, não existe” com conferência do médico inglês David Matthews e com as mesas redondas sobre a “Avaliação e tratando a adrenal”, “Aspectos práticos em tireopatias”, “Diabetes: como avaliar e tratar”, além da conferência “Câncer e Nódulo de tireoide: o que mudou?”, com o médico americano Hossein Gharib.

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